Síndrome geniturinária da menopausa: secura, dor e sintomas urinários têm tratamento
Secura, dor e sintomas urinários merecem avaliação. Conheça o cuidado local e as opções para síndrome geniturinária.
Nem todos os sintomas da menopausa recebem a mesma atenção.
Fogachos são amplamente conhecidos.
Mas muitas mulheres convivem silenciosamente com:
- ressecamento vaginal;
- ardência;
- irritação;
- dor na relação;
- dificuldade de lubrificação;
- sintomas urinários.
Esse conjunto pode fazer parte da síndrome geniturinária da menopausa (SGM).
01 Por que acontece?
A redução da estimulação estrogênica modifica os tecidos da vulva, vagina, uretra e trato urinário inferior.
Podem ocorrer mudanças na:
- espessura do epitélio;
- elasticidade;
- vascularização;
- lubrificação;
- microbiota.
O resultado pode ser desconforto relevante e impacto na vida sexual.
02 Sintomas urinários também fazem parte
O nome “geniturinária” existe justamente porque o quadro não se restringe à vagina.
Algumas mulheres podem apresentar:
- urgência;
- disúria;
- maior frequência urinária;
- infecções urinárias recorrentes.
Esses sintomas precisam ser avaliados adequadamente para excluir outras causas.
03 O quadro melhora sozinho?
Diferentemente dos sintomas vasomotores, que em muitas mulheres diminuem ao longo do tempo, a síndrome geniturinária pode persistir ou progredir.
Por isso, esperar simplesmente que passe nem sempre funciona.
04 Tratamento não hormonal
Para sintomas leves, podem ser utilizados:
- lubrificantes;
- hidratantes vaginais.
Uma revisão sistemática recente encontrou benefícios para hidratantes, embora a qualidade da evidência varie.[1]
05 Estrogênio vaginal
O estrogênio vaginal de baixa dose é uma das principais opções quando os sintomas são persistentes.
A revisão sistemática citada pela IMS encontrou melhora de:
- ressecamento;
- dispareunia;
- sintomas mais incômodos;
- satisfação com tratamento. [1]
A absorção sistêmica é muito menor do que na terapia hormonal sistêmica.
06 Outras opções
Dependendo do país e do contexto clínico, outras opções podem incluir:
- DHEA vaginal/prasterona;
- ospemifeno.
A IMS reconhece a prasterona intravaginal como opção eficaz para dispareunia relacionada à atrofia vulvovaginal. [1]
07 E mulheres com câncer de mama?
Esse é um grupo que exige avaliação individualizada.
Não se deve extrapolar automaticamente recomendações para a população geral.
História oncológica, tipo do tumor, tratamento atual e gravidade dos sintomas precisam ser considerados em conjunto com a equipe responsável.
08 Sexualidade também é saúde
Muitas mulheres consideram desconforto sexual uma consequência inevitável do envelhecimento e deixam de buscar ajuda.
Isso não deveria ocorrer.
Material educativo; não substitui consulta nem avaliação individual. A decisão sobre qualquer tratamento depende da sua história e deve ser tomada com o seu médico.
Climatério merece um olhar completo
Sintomas, coração, metabolismo, ossos e sexualidade fazem parte da mesma avaliação. Vamos conversar sobre o seu momento.
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