Temperatura do banho e o coração
A convite do Metrópoles, o Dr. Hugo Faria explicou como a temperatura do banho interage com o coração — e por que o ponto crítico não é o frio ou o calor em si, mas o extremo e a mudança brusca.
O choque de temperatura mexe com o sistema nervoso. Água muito fria dispara uma descarga de adrenalina que acelera os batimentos e eleva a pressão de forma abrupta; água muito quente dilata as artérias e pode derrubar a pressão, gerando tontura, fraqueza, visão turva ou desmaio. Na maioria das pessoas saudáveis, isso não passa de um desconforto passageiro.
Por isso a atenção é maior em quem tem hipertensão, doença cardíaca, infarto prévio, arritmias ou obstruções coronarianas crônicas — e nos idosos. Não porque o banho seja perigoso por si só, mas porque um coração vulnerável reage pior ao susto.
Dor no peito, falta de ar súbita, palpitação intensa, tontura, sudorese fria, visão turva ou desmaio. Se algum aparecer, o certo é interromper e procurar avaliação — não empurrar com a barriga.
A temperatura do banho, sozinha, não causa infarto. O que decide o risco é o de sempre: pressão e colesterol controlados, alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade, não fumar — e avaliação cardiológica de rotina a partir dos 40 anos.
Resumo da participação do Dr. Hugo Faria na reportagem do Metrópoles (Saúde, 07/12/2025, por Jorge Agle). Conteúdo informativo — não substitui consulta nem avaliação individual.